Foto: Policia Federal/Divulgação
Fonte: Clube91.5FM
Uma operação conjunta das forças de segurança e órgãos ambientais foi iniciada nesta quarta-feira (5 de Outubro) para combater o garimpo ilegal no Rio Araçuaí, localizado no Vale do Jequitinhonha.
Nomeada Operação Falcão Dourado, a ação é conduzida pela Polícia Federal (PF), Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e Agência Nacional de Mineração (ANM).

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Durante a operação, várias dragas empregadas na extração ilegal de minérios foram desativadas. De acordo com a Polícia Federal, os equipamentos operavam sem licença ambiental ou permissão legal, caracterizando crime ambiental. Outros maquinários e materiais também foram confiscados, e algumas pessoas envolvidas foram presas em flagrante.
A operação, que está em andamento, acontece durante uma semana de destaque internacional para o Brasil devido à sua participação na COP-30, a conferência global sobre mudanças climáticas. De acordo com a Polícia Federal (PF), esta ação reforça o compromisso das instituições brasileiras em proteger o meio ambiente e combater crimes ambientais.
A mineração ilegal em áreas fluviais provoca sérios impactos no ecossistema e na saúde humana, especialmente devido ao uso de mercúrio metálico, uma substância extremamente tóxica utilizada para separar o ouro. Esse metal pode contaminar rios, solos e peixes, causando danos neurológicos irreversíveis nas pessoas que são expostas a ele — particularmente entre comunidades ribeirinhas e indígenas.
Além da contaminação química, a mineração causa o assoreamento dos rios, perda de biodiversidade e degradação da qualidade da água, com efeitos duradouros no meio ambiente.
As instituições participantes declaram que irão expandir as atividades de inteligência e fiscalização para barrar o progresso do garimpo ilegal em Minas Gerais e em outras áreas do país.
Os suspeitos poderão ser acusados de crimes ambientais, usurpação de bens da União e formação de organização criminosa, com penas que podem exceder 10 anos de prisão se somadas. As investigações estão em andamento para identificar todos os envolvidos na exploração ilegal.


