Foto: Rede Itatiaia/Divulgação
Fonte: Clube91.5FM
Imagens aéreas revelaram grandes danos ambientais, estruturais e materiais em Congonhas, na Região Central de Minas Gerais, após o extravasamento de água e rejeitos na Mina de Viga, pertencente à Vale.
O incidente ocorreu no domingo (25 de Janeiro), por volta das 16h, mas só foi comunicado oficialmente à Prefeitura de Congonhas horas depois, durante a noite.
De acordo com o município e o Governo de Minas Gerais, a lama com rejeitos de minério atingiu os rios Goiabeira e Maranhão, contrariando a versão inicial da empresa, que afirmou não haver impacto ambiental nos cursos d’água da região.

Foto: Divulgação / Prefeitura Congonhas
Diante dos prejuízos e do atraso na comunicação do ocorrido, a Prefeitura de Congonhas suspendeu os alvarás de funcionamento da Vale no município. O Governo de Minas informou que a mineradora será autuada por danos ambientais e pela demora em notificar as autoridades sobre o extravasamento.
As penalidades estão fundamentadas no Decreto Estadual nº 47.383/2018, que trata das normas de licenciamento ambiental e da classificação de infrações contra o meio ambiente. Técnicos identificaram assoreamento e carreamento de sedimentos em afluentes do Rio Maranhão.
Ainda no mesmo dia, antes do incidente em Congonhas, houve outro extravasamento na Mina de Fábrica, em Ouro Preto, a cerca de 23 quilômetros de distância. Em ambos os casos, a água e os sedimentos se deslocaram para áreas pertencentes a uma mineradora que atua na região.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Foto: Reprodução/Redes Sociais

