Foto: Redes Sociais/Divulgação
Fonte: Clube91.5FM
A Promotoria de Santa Cruz, na Bolívia, emitiu uma nova ordem de prisão contra o ex-presidente Evo Morales, de 66 anos. O líder político é acusado de incentivar os protestos e bloqueios de rodovias que paralisaram o país por mais de 50 dias entre maio e junho deste ano, provocando desabastecimento de combustíveis, alimentos e medicamentos em diversas regiões.
Segundo o Ministério Público boliviano, Morales responderá por seis crimes: terrorismo, levante armado contra a segurança e a soberania do Estado, atentado contra a segurança dos meios de transporte, associação criminosa, instigação pública ao crime e atentado contra a segurança dos serviços públicos. As acusações mais graves podem resultar em penas de até 30 anos de prisão, conforme prevê o Código Penal da Bolívia.
As investigações tiveram início após denúncias apresentadas por entidades civis e foram reforçadas pelo governo, que sustenta que o ex-presidente teve participação na organização dos bloqueios. As manifestações deixaram dezenas de mortos, feridos e centenas de presos, além de causar prejuízos à economia e afetar o transporte em várias cidades.
Evo Morales nega todas as acusações e afirma que é vítima de perseguição política. Em declarações públicas, ele disse que o governo tenta responsabilizá-lo pela crise econômica e social enfrentada pelo país. O porta-voz da Presidência, por sua vez, afirmou que a ordem de prisão foi expedida pela Justiça e não pelo governo.
Esta não é a primeira medida judicial contra o ex-presidente. Desde 2024, Morales também responde a um processo por suposto tráfico de pessoas relacionado a um caso envolvendo uma adolescente durante seu mandato. Ele rejeita as acusações e permanece na região de Chapare, seu principal reduto político, protegido por apoiadores.
O caso segue em andamento e deve ter novos desdobramentos nos próximos dias, enquanto a Justiça boliviana analisa o cumprimento da ordem de prisão e o avanço das investigações.

