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Fonte: Clube91.5FM
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil conclui nesta quarta-feira (16) a sua reunião periódica com a ampla expectativa do mercado financeiro de anunciar o quinto corte consecutivo na taxa básica de juros da economia.
A projeção consensual aponta para uma redução de 0,25 ponto percentual, levando a taxa Selic de 14% para 13,75% ao ano — patamar mais baixo registrado desde março de 2025. O comunicado oficial com a decisão e o balanço de riscos da autoridade monetária será divulgado após as 18h.
A trajetória de alívio monetário ocorre em meio a um ambiente de cautela no cenário externo, marcado pela volatilidade nos preços do petróleo decorrente dos conflitos no Oriente Médio e pela pressão sobre as taxas de juros nos Estados Unidos.
Para amortecer os impactos da alta dos combustíveis na inflação doméstica, o governo federal implementou medidas pontuais de desoneração tributária e manutenção de subsídios, criando margem para que o Banco Central mantenha o ciclo de afrouxamento sem comprometer a estabilidade de preços.
Apesar da nova redução, o Brasil continua sustentando uma das taxas de juros reais — calculadas com o abatimento da inflação projetada para os próximos doze meses — mais elevadas do planeta. A estimativa predominante entre economistas e analistas de mercado é de que a taxa de 13,75% ao ano encerre o ciclo de quedas de 2026, permanecendo estável até o início do próximo ano para assegurar a ancoragem das expectativas futuras.
Sob o regime de meta contínua em vigor, o Banco Central mira o centro de 3% para o IPCA, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%. Como o mecanismo de transmissão da política monetária requer de seis a dezoito meses para surtir efeito integral na economia real, a autoridade monetária calibra a taxa observando o horizonte relevante já voltado para o início de 2028, equilibrando o controle inflacionário com a sustentação da atividade produtiva e do emprego.

