Foto: Redes Sociais/Divulgação
Fonte: Clube91.5FM
O Brasil registrou 23.919 casos de desaparecimento de crianças e adolescentes ao longo de 2025, segundo dados consolidados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça.
O número representa uma média de 66 registros por dia e um aumento de 8% em relação a 2024.
De acordo com a legislação que institui a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas, é considerada desaparecida toda pessoa cujo paradeiro seja desconhecido, independentemente das circunstâncias do sumiço.
Entre os casos envolvendo menores de 18 anos, a maioria é do sexo feminino.
Aproximadamente 61% dos registros são de meninas, enquanto cerca de 38% são de meninos. Em uma pequena parcela, o sexo não foi informado.
Um dos casos recentes que mobiliza autoridades e a comunidade ocorre no Maranhão, onde duas crianças desapareceram na zona rural do município de Bacabal. As buscas entraram na quarta semana e contam com apoio de forças de segurança e recursos tecnológicos para ampliar a área de localização.
O Ministério da Justiça destaca o uso do Alerta Amber como ferramenta de apoio em situações consideradas de risco.
O sistema divulga informações e imagens das crianças desaparecidas por meio de plataformas digitais, ampliando o alcance das buscas em regiões próximas ao local do desaparecimento.
Os dados apontam ainda que os estados com maiores taxas de desaparecimento de crianças e adolescentes, proporcionalmente à população, incluem Roraima, Rio Grande do Sul e Amapá.
Considerando todas as faixas etárias, o país ultrapassou a marca de 84 mil pessoas desaparecidas em 2025, o maior número desde o início da série histórica do painel nacional, em 2015.
A taxa nacional chegou a 39 casos por 100 mil habitantes.
O estado de São Paulo concentra o maior volume de registros, respondendo por cerca de um quarto do total nacional. Já em termos proporcionais, Roraima aparece com a maior taxa de desaparecimentos por 100 mil habitantes.
Especialistas avaliam que os dados reforçam a necessidade de ampliar políticas públicas voltadas à prevenção, à investigação e à localização de pessoas desaparecidas, com atenção especial às diferenças regionais e de gênero.


