Ícone do site Clube 91.5 FM

DEPUTADA ELEITA COM QUASE 2 MILHÕES DE VOTOS DIZ QUE FEMINICÍDIO “NÃO EXISTE” E PROMETE COMBATER PAUTAS FEMINISTAS.

Foto: Redes Sociais/Divulgação

Fonte: Clube91.5FM

A deputada estadual eleita Eduarda Campopiano, do PL, chega à Assembleia Legislativa de São Paulo após conquistar 1 milhão, 956 mil e 238 votos nas eleições de 2026.

Aos 23 anos, ela foi a candidata mais votada para a Alesp neste pleito e anunciou que pretende manter no mandato uma atuação marcada pelo conservadorismo e pela oposição ao movimento feminista.

Uma das declarações que mais repercutiram foi feita durante um debate sobre a criminalização da misoginia.

Na ocasião, Campopiano afirmou que não considera o feminicídio uma categoria existente e defendeu que casos de assassinato de mulheres sejam tratados dentro das classificações gerais de homicídio, com agravantes quando houver determinadas circunstâncias.

No Brasil, porém, o feminicídio é previsto na legislação como crime específico relacionado ao assassinato de mulheres em contexto de violência doméstica e familiar ou por razões ligadas à condição de mulher.

A parlamentar eleita também se declara antifeminista e afirma que pretende atuar contra propostas que considera relacionadas ao movimento feminista.

Entre as pautas que pretende defender estão posições contrárias ao aborto, à criminalização da misoginia e ao reconhecimento da prostituição como profissão.

Na área de segurança pública, Campopiano defende ainda que mulheres tenham acesso ao porte de armas de fogo como uma forma de proteção.

A trajetória política da deputada foi rápida. Em 2024, ela foi eleita vereadora de Praia Grande, no litoral paulista, com 3.583 votos.

Dois anos depois, ampliou expressivamente sua votação e conquistou uma cadeira na Alesp com quase 2 milhões de votos.

A atuação de Campopiano ganhou projeção principalmente por meio das redes sociais, onde passou a produzir conteúdo político voltado ao público conservador e a abordar temas como feminismo, aborto, segurança pública e costumes.

As declarações sobre o feminicídio também provocaram críticas.

A jornalista Adriana Araújo classificou a fala como grave e argumentou que discursos desse tipo desconsideram a realidade da violência sofrida por mulheres.

Apesar da controvérsia, Campopiano afirma que pretende manter suas posições durante o mandato e transformar a oposição ao feminismo em uma das principais marcas de sua atuação política na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Este artigo foi útil?
SIm0Não0
Sair da versão mobile