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Fonte: Clube91.5FM
Forças militares dos Estados Unidos interceptaram e apreenderam, nesta quarta-feira (10 de Dezembro), um navio petroleiro próximo à costa da Venezuela, fato confirmado pelo presidente americano Donald Trump.
Até o momento, não foram divulgados oficialmente o nome da embarcação, sua bandeira ou o ponto exato da operação.
O governo de Nicolás Maduro classificou o episódio como uma “interferência brutal” de Washington e afirmou que denunciará o caso a organismos internacionais, destacando que defenderá a soberania e os recursos naturais do país.
Em evento nas ruas de Caracas, o presidente venezuelano criticou o que chamou de intervencionismo norte-americano.
A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, divulgou um vídeo da operação e afirmou que a ação ocorreu em cumprimento a um mandado de apreensão, alegando que o navio transportava petróleo sancionado proveniente da Venezuela e do Irã.
Segundo fontes citadas pela CBS News, o petroleiro apreendido pode ser o “The Skipper”, já sancionado em 2022. A emissora também informou que o governo Trump estuda realizar novas missões semelhantes.

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A apreensão ocorre em meio ao reforço militar dos EUA no Caribe, incluindo porta-aviões, caças e milhares de soldados. Washington afirma que a ação faz parte de uma estratégia contra o tráfico de drogas, enquanto Caracas vê a movimentação como tentativa de derrubar o governo chavista.
A notícia impactou o mercado, elevando o preço do petróleo após uma abertura em baixa.
A Venezuela, membro fundador da Opep, exportou cerca de 900 mil barris por dia no mês anterior, impulsionada pelo uso de nafta importada pela PDVSA para diluir o petróleo cru.
Apesar da crescente pressão sobre Maduro, os EUA não haviam interferido diretamente no fluxo de petróleo venezuelano. Trump, no entanto, já havia mencionado publicamente a possibilidade de uma intervenção militar no país.

