Foto: Exercito Brasileiro/Divulgação
Fonte: Clube91.5FM
As buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, entraram no 18º dia no município de Bacabal, no Maranhão, com novos desdobramentos nesta semana.
Após receber alta hospitalar e com autorização da Justiça, o primo das crianças, um menino de 8 anos, participou das ações e indicou os últimos caminhos que percorreu ao lado dos irmãos antes de se separar deles.
Acompanhado por policiais e por equipes da rede de proteção à infância, o garoto reafirmou informações já prestadas à Polícia Civil e a psicólogos que o acompanham desde que foi encontrado.
Um dos pontos destacados foi uma cabana abandonada conhecida como “casa caída”, localizada a cerca de 500 metros do rio Mearim, no povoado São Raimundo, zona rural de Bacabal.

Foto: Exercito Brasileiro/Divulgação
De acordo com as autoridades, cães farejadores confirmaram a presença das três crianças no local. Segundo o relato do menino, foi ali que ele esteve pela última vez com os primos antes de sair em busca de ajuda.
Para preservar a integridade emocional da criança, foi montada uma rede de proteção que inclui acompanhamento psicológico contínuo e restrição de exposição pública. Especialistas alertam para os impactos emocionais que situações como essa podem causar e a importância de evitar a revitimização.
As buscas seguem mobilizando forças estaduais e federais. Nesta quarta-feira (21 de Janeiro), a Marinha do Brasil e o Corpo de Bombeiros ampliaram a varredura no rio Mearim, utilizando um equipamento subaquático conhecido como side scan sonar, capaz de mapear o fundo do rio mesmo em áreas de baixa visibilidade.
A área de cobertura é de aproximadamente um quilômetro.
O acampamento que havia sido montado no quilombo São Sebastião dos Pretos, onde as crianças moravam, foi desativado após a varredura completa da mata e dos lagos no entorno, sem a localização de novos vestígios.
As buscas agora se concentram principalmente nos pontos indicados pelos cães farejadores.
Paralelamente, a Polícia Civil do Maranhão mantém uma comissão de investigadores dedicada ao caso.
Moradores de comunidades próximas, incluindo uma vila de pescadores, foram ouvidos como parte das diligências. Até o momento, não há indícios de envolvimento de terceiros no desaparecimento.
A família segue aguardando por respostas e reforça o apelo por informações que possam ajudar na localização das crianças.

Foto: Exercito Brasileiro/Divulgação


