Início SAÚDEPACIENTES SOFREM REAÇÕES GRAVES APÓS USAR CANETAS EMAGRECEDORAS FALSIFICADAS.

PACIENTES SOFREM REAÇÕES GRAVES APÓS USAR CANETAS EMAGRECEDORAS FALSIFICADAS.

por Rádio Clube Bocaiúva
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Fotos: Redes Sociais

Fonte: Clube91.5Fm

Relatos de reações severas após o uso de canetas emagrecedoras falsificadas têm acendido um alerta entre especialistas e autoridades de saúde.

A tirzepatida, substância presente em medicamentos como o Mounjaro, virou alvo de falsificações e manipulações irregulares que vêm colocando consumidores em risco.

O chef Paulo Marin, de 50 anos, é um dos pacientes que enfrentou complicações após receber aplicações em um consultório improvisado, sem apresentação de frascos, lotes ou prescrição. Náuseas intensas, tontura, vômito e hematomas surgiram já na primeira dose. Em outra ocasião, ele também chegou a comprar uma “caneta do Paraguai”, que o levou ao hospital após fortes reações.

Fotos: Redes Sociais

Especialistas afirmam que as falsificações apresentam impurezas, ausência de esterilidade e até substâncias proibidas, como sibutramina injetável. Testes laboratoriais mostram purezas de apenas 7% a 14% em produtos clandestinos — muito abaixo dos 99% exigidos para o medicamento original.

A aposentada Ivete de Freitas, de 69 anos, também sofreu reações graves após aplicar um frasco supostamente importado, sem nome comercial ou procedência. Minutos após o uso, seu corpo ficou coberto por placas vermelhas semelhantes a sarampo.

Fotos: Redes Sociais

Segundo endocrinologistas, soluções irregulares podem causar vômitos persistentes, diarreia intensa, desidratação, infecções, reações alérgicas severas, alterações cardíacas e, em casos extremos, risco de morte. O perigo aumenta com a falta de cadeia fria, impurezas e dosagens incorretas — comuns no mercado clandestino.

Fotos: Redes Sociais

A Anvisa permite a manipulação da tirzepatida, mas sob regras rígidas, como pureza comprovada, ambiente estéril e frascos individualizados. Fora dessas condições, o produto é considerado irregular ou falsificado.

A farmacêutica Eli Lilly, fabricante do Mounjaro, reforça que não autoriza manipulação ou venda fracionada do medicamento e alerta que qualquer solução vendida fora dos canais oficiais deve ser tratada como falsificação.

A busca por emagrecimento rápido tem levado consumidores a produtos perigosos, transformando o desejo de perder peso em risco real para a saúde.

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