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Fonte: Clube91.5FM
A Polícia Federal (PF) investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos por meio da destinação de emendas parlamentares. Como parte das medidas autorizadas pela Justiça, foram bloqueados cerca de R$ 6 milhões em bens atribuídos ao ex-deputado federal Eduardo Cunha. A apuração é um desdobramento da Operação Transparência, que investiga possíveis irregularidades envolvendo a indicação e o remanejamento de verbas públicas.
Segundo a PF, há indícios de que uma servidora da Câmara dos Deputados, responsável por atividades ligadas ao orçamento, teria atuado na organização de demandas relacionadas às emendas parlamentares. Os investigadores afirmam que as provas reunidas apontam para a existência de um sistema paralelo de influência na definição da destinação de recursos, inclusive em favor de pessoas sem mandato eletivo.
O relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) sustenta que Eduardo Cunha, embora não ocupe cargo parlamentar, teria exercido influência sobre a indicação de emendas. A Polícia Federal destaca que essa hipótese ainda depende da continuidade das investigações e da análise do conjunto de provas.
A ex-assessora Mariângela Fialek, conhecida como “Tuca”, também é alvo da investigação. Conforme a PF, a análise de materiais apreendidos contribuiu para o aprofundamento das apurações sobre o funcionamento do suposto esquema.
Em nota, a defesa de Eduardo Cunha negou qualquer irregularidade. Os advogados afirmam que o ex-deputado não exerce mandato parlamentar, não apresentou emendas e não recebeu recursos públicos ou vantagens financeiras relacionadas aos fatos investigados. A defesa informou ainda que buscará acesso integral ao processo para apresentar esclarecimentos.
A defesa de Mariângela Fialek declarou que sua atuação sempre foi técnica, impessoal e em conformidade com a legislação, ressaltando que as informações sobre emendas parlamentares são públicas e encaminhadas aos órgãos responsáveis.

