Foto: Policia Federal/Divulgação
Fonte: Clube91.5FM
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (24 de Fevereiro), a Operação Sintonia Alternativa para combater a atuação de uma rádio clandestina que estaria interferindo em comunicações aeronáuticas no Norte de Minas.
A ação ocorreu no município de Ninheira.
De acordo com as investigações, os sinais ilegais transmitidos pela emissora vinham provocando interferências diretas em frequências destinadas à aviação, colocando em risco a integridade de tripulações e passageiros que operam na região.
As denúncias partiram do CINDACTA III, responsável pelo monitoramento do espaço aéreo, que identificou sinais incompatíveis com as frequências autorizadas.
Foto: Policia Federal/Divulgação
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A apuração apontou que as transmissões clandestinas coincidiam com as coordenadas da emissora investigada.
PRISÃO PREVENTIVA E BUSCA
Durante a operação, foi cumprido mandado de busca e apreensão e decretada a prisão preventiva de um homem de 37 anos, apontado como responsável pela rádio ilegal e reincidente na prática.
A ação contou com o apoio da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que já havia registrado ao menos três episódios de interferência prejudicial entre o fim de 2025 e o início de 2026.
Segundo a PF, o investigado já era alvo de fiscalizações e procedimentos administrativos desde 2016 por envolvimento em operações ilegais de radiodifusão.
RISCO À SEGURANÇA AÉREA
Os relatórios técnicos indicaram risco concreto à segurança do tráfego aéreo, já que as frequências atingidas são utilizadas para comunicação entre pilotos e torres de controle. Interferências desse tipo podem comprometer orientações essenciais durante pousos, decolagens e rotas em voo.
A prática é enquadrada como desenvolvimento clandestino de atividades de telecomunicações, crime com pena que pode chegar a quatro anos de detenção, além de multa.
Especialistas destacam que o controle do espectro de radiofrequências é fundamental para evitar prejuízos a serviços essenciais, como comunicações aeronáuticas, de emergência, hospitalares e policiais.
A operação segue em andamento, e novos desdobramentos não estão descartados.
Foto: Policia Federal/Divulgação
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