Foto: Captura de tela/Instagram/eggeats
Fonte: Clube91.5FM
Nos últimos dias, vídeos e publicações nas redes sociais sugeriram que a China teria criado “prisões” para pessoas com sobrepeso, onde participantes permaneceriam por até 28 dias sob dietas rigorosas e rotinas intensas de exercícios físicos.
A repercussão levantou debates sobre métodos extremos de combate à obesidade.
Até o momento, não há evidências confiáveis de que exista qualquer política oficial ou medida legal que obrigue pessoas a serem detidas por estarem obesas.
O que vem sendo divulgado pela imprensa internacional e por relatos nas redes é a existência de programas voluntários de emagrecimento intensivo, semelhantes a centros de bem-estar e SPAs especializados.
Segundo essas informações, os locais possuem regras rígidas, horários controlados e supervisão constante, o que levou alguns usuários a compararem a estrutura a ambientes de confinamento.
Em muitos casos, os participantes só podem sair mediante justificativa, o que contribuiu para a narrativa de “prisão”.
Especialistas em saúde alertam que perdas rápidas de peso baseadas em restrição extrema de alimentação e excesso de exercícios podem trazer riscos físicos e emocionais, além de dificuldades para manter os resultados a longo prazo.
A obesidade é reconhecida como uma condição crônica e multifatorial, que exige acompanhamento médico e nutricional, além de mudanças graduais e estratégias personalizadas.
Profissionais reforçam que o tratamento não deve ser baseado em punição ou constrangimento, mas em orientação, cuidado e planejamento adequado.
Em alguns contextos clínicos, internações em centros especializados podem ser indicadas para casos específicos, desde que de forma voluntária e com supervisão profissional.


