Início ECONOMIAESTATAIS FEDERAIS ACUMULAM ROMBO DE R$ 8,5 BILHÕES ATÉ SETEMBRO E SUPERAM RECORDE ANUAL

ESTATAIS FEDERAIS ACUMULAM ROMBO DE R$ 8,5 BILHÕES ATÉ SETEMBRO E SUPERAM RECORDE ANUAL

por Redação Rádio Clube 91.5 FM
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Foto: Redes Sociais/Divulgação

Fonte: Clube91.5FM

As empresas estatais federais registraram déficit de R$ 8,5 bilhões entre janeiro e setembro de 2026, segundo dados atribuídos ao Banco Central (BC). O resultado representa o maior saldo negativo para os nove primeiros meses de um ano desde o início da série histórica, em 2002.

O valor acumulado também supera o déficit anual de aproximadamente R$ 6,73 bilhões registrado em 2024, até então o pior resultado para um ano completo, conforme os números apresentados no levantamento.

O déficit ocorre quando as despesas ou os compromissos financeiros superam os recursos gerados pelas empresas. No caso das estatais, o resultado negativo pode aumentar a necessidade de financiamento e pressionar as contas públicas.

CORREIOS AGRAVAM O CENÁRIO

A situação financeira dos Correios é apontada como um dos principais fatores que contribuem para o desempenho negativo das estatais federais. A empresa enfrenta dificuldades financeiras e vem acumulando prejuízos consecutivos.

De acordo com os dados apresentados, os Correios registraram prejuízo de R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre de 2026. A empresa também estaria há 15 trimestres consecutivos com resultados negativos.

Para tentar reverter esse quadro, o governo autorizou a ampliação das atividades comerciais da estatal, incluindo a oferta de seguros, títulos de capitalização e serviços de telefonia por meio de parcerias com outras instituições.

A empresa também executa um plano de reestruturação e reequilíbrio financeiro, com o objetivo de reduzir despesas e melhorar os resultados operacionais.

QUAIS EMPRESAS ENTRAM NO CÁLCULO?

O indicador divulgado pelo Banco Central inclui empresas como Correios, Infraero, Serpro, Dataprev, Hemobrás, Casa da Moeda, Emgepron e Emgea.

Petrobras, Eletrobras e instituições financeiras públicas não fazem parte dessa apuração específica. Segundo a metodologia do BC, o cálculo acompanha a variação da dívida das empresas abrangidas pelo levantamento, conceito diferente do resultado obtido pela simples subtração entre receitas e despesas.

Por isso, o indicador não deve ser interpretado isoladamente como uma medida completa do desempenho operacional de cada estatal.

DÉFICIT PODE CONTINUAR NOS PRÓXIMOS ANOS

As projeções apresentadas no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027 indicam a possibilidade de resultados negativos das estatais federais até 2030.

A Instituição Fiscal Independente (IFI), vinculada ao Senado Federal, também alertou para a deterioração da situação financeira de uma parcela relevante dessas empresas e para os possíveis riscos fiscais associados.

O cenário reforça a importância do acompanhamento das contas das estatais, especialmente das medidas de recuperação financeira, da evolução das dívidas e dos impactos que eventuais necessidades de recursos públicos podem provocar no orçamento federal.

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