Foto: Banco Pleno/Divulgação
Fonte: Clube915FM
O Banco Central do Brasil decretou nesta quarta-feira (18) a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A. e estendeu a medida à Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., instituições que integravam o mesmo conglomerado financeiro.
As empresas faziam parte do grupo do Banco Master e foram vendidas no segundo semestre de 2025 ao empresário Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo dados do próprio Banco Central, o conglomerado possuía participação reduzida no sistema financeiro nacional. Até setembro do ano passado, a instituição concentrava cerca de 0,04% dos ativos do setor, equivalente a aproximadamente R$ 7,2 bilhões.
Nas captações, a participação era de 0,05% do total do sistema, cerca de R$ 6,5 bilhões.

Foto: Banco Central/Divulgação
De acordo com o órgão regulador, a decisão foi motivada pelo agravamento da situação econômico-financeira do banco, com deterioração da liquidez e dificuldades para cumprir obrigações financeiras.
O BC também apontou descumprimento de normas e de determinações da autoridade reguladora.
Com a liquidação extrajudicial, os bens dos controladores e administradores ficam indisponíveis, conforme previsto na legislação.
O Banco Central informou ainda que continuará apurando responsabilidades, o que poderá resultar em sanções administrativas e encaminhamento de informações a outras autoridades competentes.
A medida marca um novo capítulo nas movimentações envolvendo instituições financeiras ligadas ao antigo conglomerado do Banco Master, em meio ao acompanhamento regulatório do mercado bancário brasileiro.


