Foto: Redes Sociais/Divulgação
Fonte: Clube91.5FM
A morte de Ana Clara Gomes Machado, de 5 anos, voltou a repercutir após a atuação do senador Flávio Bolsonaro na defesa do policial militar acusado pelo disparo que matou a criança, em Niterói, no Rio de Janeiro. Mais de cinco anos após o caso, o julgamento pelo Tribunal do Júri ainda não havia ocorrido até outubro de 2026.
CRIANÇA FOI ATINGIDA POR TIRO DE FUZIL
Ana Clara morreu em 2 de fevereiro de 2021, após ser atingida por um disparo enquanto brincava perto de casa, na comunidade Monan Pequeno. Ela estava acompanhada do irmão mais novo e chegou a ser levada ao Hospital Estadual Azevedo Lima, mas não resistiu.
O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou o policial Bruno Dias Delaroli por homicídio qualificado. A acusação sustenta que ele efetuou disparos em direção a uma área residencial. O policial nega responsabilidade pela morte e afirma que houve troca de tiros com criminosos.
FLÁVIO BOLSONARO ATUOU NA DEFESA
Em 2024, Flávio Bolsonaro passou a integrar a equipe de advogados do policial em recursos apresentados aos tribunais superiores. A defesa tentou reverter a decisão que determinou que o acusado fosse submetido a júri popular.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou o recurso, mantendo a decisão. Posteriormente, outras tentativas de modificar esse entendimento também não tiveram sucesso.
O policial responde ao processo em liberdade e ainda não foi condenado pelo caso. Conforme informações divulgadas pela imprensa, o julgamento está previsto para o início de 2027.
CASO VOLTA À DISCUSSÃO POLÍTICA
O episódio ganhou novo destaque durante o debate presidencial realizado no domingo (18), quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva questionou Flávio sobre sua participação na defesa do policial.
O senador respondeu que a atuação profissional de advogados não deve ser tratada como crime e ressaltou que o acusado ainda não foi julgado.
O processo deverá ser analisado pelo Tribunal do Júri, responsável por decidir sobre a responsabilidade criminal do réu pela morte da menina.
Importante: o policial é acusado pelo Ministério Público, mas ainda não houve julgamento definitivo sobre sua responsabilidade criminal no caso.

