Foto: Redes Sociais/Divulgação
Fonte: Clube91.5FM
Especialistas independentes ligados à Organização das Nações Unidas (ONU) cobraram, nesta quarta-feira (21), que a Meta investigue possíveis diferenças no funcionamento de seus sistemas de inteligência artificial e moderação de conteúdo durante as eleições brasileiras de 2026.
A manifestação ocorreu após relatos de usuários de que a inteligência artificial do WhatsApp recusava pedidos para criar imagens de campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas aceitava solicitações semelhantes envolvendo Flávio Bolsonaro (PL).
O caso levou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a pedir explicações à empresa, responsável pelo WhatsApp, Instagram e Facebook. Na terça-feira (20), a Meta afirmou ter cumprido as determinações da Justiça Eleitoral.
ONU PEDE TRANSPARÊNCIA
Os especialistas alertam que possíveis diferenças no alcance de publicações, na recomendação de conteúdos e na geração de imagens por inteligência artificial podem afetar o debate público e o acesso à informação.
O grupo defende que a Meta revise seus sistemas para verificar se houve tratamento desigual entre candidaturas e garantir transparência nas decisões de moderação.
A manifestação também destaca a importância de mecanismos de contestação para usuários e campanhas que considerem ter sido prejudicados.
Os especialistas ressaltam que plataformas digitais têm influência significativa no debate democrático e que eventuais restrições desproporcionais podem comprometer a pluralidade de opiniões durante o processo eleitoral.
Até o momento, as alegações relatadas não comprovam, por si só, que houve favorecimento eleitoral deliberado por parte da empresa.

