Foto: Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho
Fonte: Clube91.5FM
O governo federal estuda liberar cerca de R$ 7 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço para aproximadamente 10 milhões de trabalhadores.
A medida integra um pacote econômico voltado à redução do endividamento das famílias brasileiras.
A informação foi confirmada pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, que detalhou que os recursos são referentes a valores que deveriam ter sido liberados anteriormente, mas permaneceram retidos.
Segundo o ministro, parte desse montante está ligada a trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário do FGTS, foram demitidos e tiveram valores bloqueados como garantia de empréstimos bancários. No entanto, foi identificado que quantias superiores às garantias acabaram ficando retidas, o que motivou a revisão.
A Caixa Econômica Federal, responsável pela gestão do fundo, teria mantido esses valores nas contas dos trabalhadores.
Agora, o governo pretende garantir a liberação integral desses recursos, conforme previsto em medidas anteriores.
Além disso, outra proposta em análise envolve ampliar o uso do FGTS como garantia para empréstimos consignados.
Atualmente, o trabalhador pode comprometer até 10% do saldo do fundo, mas o governo avalia permitir o uso de uma fatia maior, incluindo até mesmo a multa rescisória de 40% em casos de demissão sem justa causa.
A iniciativa faz parte de um conjunto mais amplo de ações para reestruturar dívidas e reduzir o peso das parcelas no orçamento das famílias.
A ideia é promover uma renegociação junto às instituições financeiras, possibilitando condições mais acessíveis de pagamento.
O tema do endividamento tem sido tratado como prioridade pela equipe econômica, diante do aumento das despesas das famílias e do impacto dos juros elevados.
Outros fatores, como mudanças no consumo e novas formas de gasto, também são apontados como influências no orçamento doméstico.
O governo ainda avalia outras medidas complementares, enquanto discute no Congresso temas relacionados ao mercado de trabalho, como a regulamentação de atividades por aplicativos e mudanças na jornada de trabalho.

