Foto; Divulgação/Clube 91,5 FM
Antônio Célio
Em júri realizado, nesta quinta-feira (15), no Fórum José Maria Alkmin, em Bocaiuva (MG), a doméstica Andréia Aparecida Fonseca Siqueira, foi condenada a 22 anos de prisão em razão de um homicídio.
O julgamento ocorreu na 1ª Vara Criminal, desta comarca, sob a presidência do Juiz drº Rodrigo Kunioch. Na acusação, atuou o promotor drº João Paulo Fernandes, e na defesa, drº Antônio Rodrigues Azevedo.
Conforme a denúncia, no dia 24 de dezembro de 2023, na rua Maristela Figueiredo, centro da cidade, Andréia Aparecida Fonseca Siqueira desferiu dois golpes de faca no seu companheiro Wállyson Freire Leite, o “Gu”, mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima, e, por motivo fútil.
O promotor drº João Paulo disse que “essa sessão condecorou com o trabalho de excelência das forças públicas que esclareceram, de forma imediata, as razões do falecimento do Wállyson por uma prática delituosa gravíssima por parte da sua companheira.”
Ainda conforme ele, “é aquilo que esperámos, que a justiça fosse feita proporcional a gravidade do ataque a vida do rapaz”.
O advogado Antônio Rodrigues Azevedo informou que vai recorrer da setença imposta, por entender que a votação foi contrária prova dos autos. Disse que sustentou duas teses: legítima defesa e lesão corporal seguida de morte.
Dia do crime
Os autos processuais relataram que, no dia dos fatos, 24 de dezembro de 2023, Andréia chegou em casa, por volta das 5 h da madrugada, bastante exaltada e fazendo escândalo. E, em dado momento, segundo a mãe da vítima, Ruth Freire, pediu ao filho que acalmasse a companheira dele.
E, após uma discussão entre o casal, a autora desferiu uma facada no peito de Wállyson, que veio a óbito no hospital Dr. Gil Alves. Os dois residiam em um cômodo nos fundos da casa da mãe da vítima.
A réu já havia sido envolvida na morte de um outro homem, há muitos anos atrás, durante uma festa religiosa.
A vítima deste caso teria morrido a pauladas.


