Foto: Redes Sociais/Divulgação
Fonte: Clube91.5FM
A Polícia Civil de Minas Gerais investiga a atuação de quadrilhas de agiotas que vêm aterrorizando moradores da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a corporação, mais de 300 pessoas já denunciaram ameaças, cobranças ilegais e intimidações praticadas pelos grupos criminosos.
As investigações apontam que os agiotas oferecem empréstimos rápidos, mas impõem juros abusivos que podem chegar a até 30% ao dia. Quando as vítimas deixam de pagar, passam a sofrer perseguições, ameaças constantes e exposição pública.
De acordo com a Polícia Civil, os criminosos costumam divulgar fotos e dados pessoais dos devedores em redes sociais, espalhar cartazes pelos bairros e até pichar muros das residências. Em alguns casos, também realizam rondas em frente às casas e aos locais de trabalho das vítimas para pressionar os pagamentos.
Em maio deste ano, uma operação policial resultou na prisão de 14 suspeitos e na apreensão de mais de 60 veículos utilizados nas cobranças. As investigações indicam que os grupos são formados por brasileiros e estrangeiros e têm como principais alvos pequenos comerciantes e pessoas em situação de vulnerabilidade.
Segundo os investigadores, o objetivo das quadrilhas vai além da recuperação do dinheiro emprestado. A estratégia é manter as vítimas presas a uma dívida permanente, fazendo com que paguem valores cada vez maiores sem conseguir quitar o débito.
Relatos obtidos pela polícia mostram que algumas vítimas perderam praticamente toda a renda para os agiotas. Há registros de pessoas que desenvolveram problemas psicológicos, entraram em tratamento médico e até relataram tentativa de suicídio devido às ameaças e à pressão constante.
A Polícia Civil orienta que vítimas de agiotagem não realizem novos pagamentos sob ameaça e procurem imediatamente uma delegacia ou acionem o Disque Denúncia para colaborar com as investigações.

