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Fonte: Clube91.5FM
Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras apontou como suspeitas movimentações financeiras envolvendo o Banco Master e o portal de notícias Metrópoles.
Segundo o documento, a instituição bancária repassou cerca de R$ 27,2 milhões ao veículo entre 2024 e 2025.
De acordo com o Coaf, os valores recebidos pelo site teriam sido rapidamente transferidos para empresas ligadas à família do ex-senador Luiz Estevão.
O órgão destaca que esse tipo de movimentação pode indicar possível repasse de recursos a terceiros e classificou as operações como “inusitadas” e incompatíveis com o faturamento médio do portal.
Os dados mostram que o Banco Master foi o principal remetente de recursos ao Metrópoles no período analisado, com transferências mensais que variaram entre R$ 5 milhões e R$ 5,7 milhões ao longo de 2025.
Em resposta, Luiz Estevão afirmou que os valores têm origem em contratos publicitários relacionados à transmissão da Série D do Campeonato Brasileiro.
Segundo ele, os repasses envolvem o patrocínio do Will Bank — instituição que pertencia ao Banco Master — e a comercialização dos naming rights da competição.
O ex-senador também declarou que a destinação dos recursos recebidos é de sua responsabilidade, podendo ser direcionada conforme decisão das empresas envolvidas.
O período das transações coincide com um momento crítico para o Banco Master.
O dono da instituição, Daniel Vorcaro, chegou a tentar vender o banco ao Banco de Brasília, mas a instituição acabou sendo alvo de investigações por suspeitas de fraude financeira e posteriormente entrou em processo de liquidação pelo Banco Central do Brasil.
Outro ponto observado no relatório é que os repasses começaram meses antes da efetiva exposição da marca do patrocinador nas transmissões da Série D.
A competição teve início em abril de 2025, enquanto os pagamentos começaram em janeiro do mesmo ano.
Já a exibição da marca nas partidas e a formalização de acordos ocorreram apenas a partir de julho.
O caso segue sob análise e pode ser aprofundado por órgãos de controle e investigação, diante dos indícios apontados no relatório.

