Foto: Redes Sociais/Divulgação
Fonte: Clube91.5FM
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (5), a Operação Dirty Dancing para combater uma organização criminosa internacional suspeita de recrutar mulheres brasileiras para exploração sexual no exterior, principalmente em Israel. Uma mulher apontada como líder do grupo foi presa preventivamente em Ananindeua, na região metropolitana de Belém (PA).
A investigação aponta que o esquema utilizava redes sociais e aplicativos de mensagens para atrair mulheres interessadas em trabalhar fora do Brasil. Após o recrutamento, os integrantes organizavam viagens, hospedagens e outros detalhes necessários para levar as vítimas aos países de destino.
Segundo a Polícia Federal, a organização também mantinha integrantes no Brasil responsáveis por publicar anúncios em plataformas especializadas e agendar encontros com clientes.
INVESTIGAÇÃO COMEÇOU APÓS DENÚNCIAS DE AUTORIDADES ISRAELENSES
As apurações tiveram início em fevereiro de 2025, depois que a Polícia de Israel compartilhou informações sobre a atuação da organização com as autoridades brasileiras.
De acordo com os investigadores, o dinheiro obtido com a exploração sexual era recolhido em espécie no exterior e enviado ao Brasil por meio de brasileiros residentes em outros países. A movimentação ocorreria por um sistema clandestino de câmbio, utilizado para dificultar o rastreamento dos recursos.
JUSTIÇA DETERMINA BLOQUEIO DE ATÉ R$ 10 MILHÕES
Além da prisão preventiva da mulher apontada como líder do esquema, a Justiça Federal autorizou o bloqueio e o sequestro de bens e valores dos investigados, limitado a R$ 10 milhões.
Também foram determinadas a suspensão das atividades de duas empresas ligadas à investigada presa e medidas cautelares contra outros dois suspeitos, incluindo apreensão de passaportes, monitoramento eletrônico e proibição de deixar o Brasil.
Os investigados poderão responder por organização criminosa, tráfico de pessoas, favorecimento da prostituição, rufianismo, promoção de migração irregular e operação ilegal de câmbio.
A Polícia Federal segue com as investigações para esclarecer a extensão da rede criminosa e identificar possíveis envolvidos em outros países. Band+2

