Foto: Redes Sociais/Divulgação
Fonte: Clube91.5FM
Santiana Munis, mãe de Gustavo Munis de Santana, jovem de 20 anos morto por policiais militares com 27 tiros na madrugada do último dia 10 em Moema, na zona sul de São Paulo, declarou em entrevista que lutará por justiça diante da violência do caso. “A minha alma está destruída, mas o corpo tem que reagir”, afirmou a mãe, destacando que o filho não possuía antecedentes criminais.
O caso gerou forte repercussão após imagens de câmeras de segurança registrarem a abordagem na alameda dos Guaramomis.
Nas imagens, Gustavo aparece deixando o recuo de um imóvel e avançando em direção à rua segurando um telefone celular com as duas mãos, em uma postura que levou os agentes a confundirem o aparelho com uma arma. O jovem foi baleado e caiu imediatamente, sendo atingido por novos disparos mesmo já caído no chão.
No total, quatro dos oito policiais envolvidos na ação efetuaram 45 disparos, resultando em 27 lesões pelo corpo da vítima, atingindo cabeça, pescoço, tórax, membros e bacia. O celular foi encontrado pelos peritos próximo aos pés de Gustavo. Os policiais responsáveis pelos tiros foram afastados de suas funções operacionais e remanejados para o setor administrativo, enquanto o caso é investigado pela Polícia Civil e pela Polícia Militar.
POLÊMICA SOBRE A AÇÃO E POSICIONAMENTO DO GOVERNO
A conduta dos agentes gerou indignação na família e na defesa. Santiana manifestou revolta com as declarações do secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, que defendeu a atuação dos policiais. O secretário argumentou que os agentes reagiram a um pretenso enfrentamento ao se depararem com uma pessoa em atitude de ameaça e empunhadura simulando disparo, afirmando que a prioridade é a preservação da vida policial e que eventuais excessos serão apurados em inquérito.
Familiares relataram às autoridades que Gustavo vivia com a mãe e as irmãs e fazia tratamento com medicamentos para depressão desde o ano anterior. A defesa da família classificou a intervenção como inadmissível, reforçando o pedido de rigor na apuração das responsabilidades penais dos envolvidos.

