Foto: Getty
Fonte: Clube91.5FM
O segundo turno da eleição presidencial coloca Lula, do PT, e Flávio Bolsonaro, do PL, em uma disputa acirrada pelos votos que ficaram fora da polarização no primeiro turno.
Flávio terminou a primeira etapa com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45,16%.
A diferença foi de menos de dois pontos percentuais, deixando mais de 9 milhões de votos de candidatos que ficaram fora da disputa final como um dos principais alvos das duas campanhas.
Flávio Bolsonaro busca atrair principalmente eleitores de candidatos identificados com a direita, como Ronaldo Caiado e Romeu Zema, que já declararam apoio ao candidato do PL.
Augusto Cury e Renan Santos, que também receberam votos no primeiro turno, não anunciaram apoio a nenhum dos dois concorrentes.
Outro fator decisivo pode ser a abstenção. Mais de 33 milhões de eleitores não compareceram às urnas no primeiro turno. Somente no Nordeste, foram aproximadamente 8 milhões de ausentes.
A região é considerada estratégica para Lula, que historicamente apresenta desempenho forte no Nordeste.
O presidente já sinalizou que pretende concentrar esforços para convencer parte dos eleitores que não foram votar a participar do segundo turno.
Entre os maiores colégios eleitorais do país, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro também registraram números expressivos de abstenção. Juntos, os três estados somaram mais de 14 milhões de eleitores ausentes.
Além dos votos dos candidatos derrotados, as campanhas terão pela frente o desafio de conquistar eleitores que ainda não decidiram se vão comparecer às urnas ou em quem votar.
Especialistas avaliam que a mobilização desse eleitorado poderá ser determinante para o resultado final, especialmente porque a diferença entre Lula e Flávio no primeiro turno foi pequena.
No exterior, a abstenção também foi elevada. Cerca de 62% dos eleitores brasileiros aptos a votar fora do país não compareceram às urnas no primeiro turno.
Com milhões de votos ainda em disputa e uma quantidade recorde de eleitores ausentes, o segundo turno promete uma campanha marcada pela busca por novos apoios e pela tentativa de aumentar a participação do eleitorado.

