Video: Redes Sociais/Divulgação
Fonte: Clube91.5FM
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu os debates gerais da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, nesta terça-feira (22 de Setembro), em Nova York, declarando que seu pronunciamento perante líderes internacionais decorria de um sentimento de profunda indignação com o panorama bélico mundial.
Na tribuna do plenário, o chefe do Executivo brasileiro reprovou de forma categórica a paralisia e o enfraquecimento institucional da ONU, o desmonte das instâncias multilaterais e a proliferação contínua de conflitos armados no planeta.
Ao defender o cessar-fogo e a retomada das vias pacíficas de negociação, o mandatário ressaltou que as saídas pela força das armas mostram-se inviáveis para a ordem mundial, declarando textualmente que todos têm ciência de que não haverá vencedores no campo de batalha e que os canais diplomáticos representam a única rota concreta para restaurar a estabilidade.
Ao traçar uma linha histórica retrospectiva, o presidente brasileiro assinalou que, desde a ocasião em que discursou pela primeira vez na sede das Nações Unidas, em 2003, o organismo internacional nunca havia atingido um nível tão agudo de vulnerabilidade.
Na avaliação apresentada aos delegados e chefes de Estado, a instituição vivencia abalos sem precedentes em sua credibilidade e capacidade de liderança, esbarrando em severos obstáculos operacionais para implementar seus mandatos constitutivos de garantia da paz e mitigação de crises humanitárias.
Um dos trechos de maior repercussão política no plenário internacional ocorreu no momento em que Lula abordou as reparações históricas e destacou o reconhecimento formal do tráfico transatlântico de africanos escravizados na condição de grave crime cometido contra a humanidade, momento em que foi aplaudido pelos presentes na Assembleia Geral.

