Foto: Redes Sociais/Divulgação
Fonte: Clube91.5FM
A Polícia Federal afirmou nesta quarta-feira (28) que não tinha autorização judicial para prender ou manter vigilância permanente sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após a confirmação de que ele deixou o Brasil. Segundo a corporação, as medidas autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) envolviam restrições relacionadas a documentos de viagem e à saída do território nacional.
De acordo com a PF, o órgão havia comunicado ao ministro Alexandre de Moraes, no domingo (25), o risco de saída do senador do país. A corporação informou que pediu a apreensão de passaportes, a proibição de deixar o Brasil e restrições de contato com outros investigados, mas não solicitou a prisão do parlamentar.
PASSAPORTES FORAM CANCELADOS
Segundo a Polícia Federal, após a decisão judicial, os passaportes brasileiro comum e diplomático do senador foram cancelados, e um alerta migratório foi incluído no sistema de controle de fronteiras.
Flávio teria sido intimado a entregar documentos de outras nacionalidades em até 24 horas, mas o prazo terminou sem a apresentação dos passaportes estrangeiros, conforme a corporação.
A PF também informou que não encontrou registro oficial de saída do senador pelos postos brasileiros de controle migratório e que investiga as circunstâncias do descumprimento das determinações judiciais.
TRAJETO ATÉ OS ESTADOS UNIDOS
Conforme as informações divulgadas, Flávio deixou o Brasil pela fronteira com a Argentina na noite de terça-feira (27). Em seguida, embarcou em um avião particular em Puerto Iguazú, com destino ao Equador, antes de seguir para a Flórida, nos Estados Unidos.
O caso está relacionado a uma investigação sobre suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz. As suspeitas ainda dependem da apuração das autoridades competentes.

