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Fonte: Clube91.5FM
O governo federal prorrogou por mais 30 dias o subsídio ao diesel, mantendo o benefício de R$ 2,12 por litro. Anunciada em 27 de outubro, a medida busca reduzir os impactos da alta do petróleo no mercado internacional.
O aumento do combustível preocupa o agronegócio, que depende do diesel para operar máquinas agrícolas e transportar a produção. Como o Brasil utiliza principalmente as rodovias para o transporte de cargas, o encarecimento do frete pode elevar os custos de diversos setores.
DIESEL MAIS CARO PRESSIONA A PRODUÇÃO
Na primeira quinzena de outubro, o preço médio do diesel comum chegou a R$ 7,20 por litro, enquanto o diesel S-10 atingiu R$ 7,46, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log.
Apesar de produzir petróleo, o Brasil ainda depende da importação de parte do diesel consumido no país. A capacidade de refino e as oscilações do dólar e dos preços internacionais influenciam o abastecimento e os valores praticados no mercado interno.
ALIMENTOS PODEM FICAR MAIS CAROS
O diesel é utilizado no preparo do solo, no plantio, na colheita e no transporte de produtos agrícolas. Quando o combustível sobe, produtores e transportadoras enfrentam despesas maiores, que podem ser repassadas parcialmente aos consumidores.
O subsídio ajuda a aliviar a pressão sobre os preços, mas tem efeito temporário e exige recursos públicos.
Especialistas apontam que ampliar e modernizar refinarias, investir em ferrovias e aumentar a produção nacional de insumos agrícolas são medidas que podem reduzir a vulnerabilidade do Brasil às oscilações do mercado internacional.

