Início POLÍTICANUNES MARQUES DÁ 24 HORAS PARA META INVESTIGAR CANAL “EXÉRCITO DO LULA”

NUNES MARQUES DÁ 24 HORAS PARA META INVESTIGAR CANAL “EXÉRCITO DO LULA”

por Redação Rádio Clube 91.5 FM
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Foto: Redes Sociais/Divulgação

Fonte: Clube91.5FM

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou que a Meta apresente, em até 24 horas, um relatório técnico detalhado sobre o funcionamento do canal “Exército do Lula”. A decisão busca esclarecer se houve atuação coordenada entre contas, aumento artificial do alcance das publicações ou outras práticas que possam comprometer a integridade do processo eleitoral.

A medida foi tomada após um pedido apresentado pela campanha de Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República. A solicitação envolve a fiscalização das medidas de conformidade assumidas pela empresa junto à Justiça Eleitoral para prevenir riscos relacionados à divulgação de conteúdos durante o período eleitoral.

Entre os pontos que deverão ser esclarecidos estão a existência de mensagens replicadas de forma sincronizada, padrões de compartilhamento, circulação de conteúdos excluídos ou modificados e eventual utilização de publicidade paga ou impulsionamento para ampliar a distribuição das publicações.

A Meta também deverá explicar quais critérios técnicos utiliza para distinguir uma mobilização política legítima de possíveis comportamentos coordenados considerados irregulares. A determinação não representa, por si só, uma conclusão de que houve fraude ou manipulação no canal.

GOOGLE TAMBÉM DEVERÁ PRESTAR INFORMAÇÕES

A decisão inclui uma determinação ao Google para verificar se houve amplificação coordenada de termos e hashtags relacionados ao caso entre os dias 18 e 20 de outubro de 2026.

A análise deverá considerar ferramentas como buscas em alta, sugestões de pesquisa e assuntos do momento. O objetivo é identificar possíveis padrões de promoção coordenada de determinados temas no ambiente digital.

Segundo o entendimento apresentado por Nunes Marques, a apuração deve comparar as medidas informadas pelas plataformas à Justiça Eleitoral com o funcionamento efetivo dos mecanismos utilizados para distribuir os conteúdos.

DISPUTA SOBRE O CANAL JÁ TEVE ORDENS DE SUSPENSÃO E REATIVAÇÃO

O caso começou depois que a campanha de Flávio Bolsonaro solicitou ao TSE a suspensão do canal “Exército do Lula”, alegando a divulgação de informações falsas.

Em 11 de outubro, Nunes Marques determinou a suspensão da página. No entanto, o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, suspendeu os efeitos dessa ordem e determinou a reativação do canal.

Uma análise técnica do TSE, conforme o histórico apresentado no processo, não identificou conteúdos falsos entre as publicações que foram examinadas e permaneciam disponíveis naquele momento.

Em seguida, Nunes Marques condicionou a continuidade do funcionamento do canal ao registro formal de seu endereço eletrônico perante a Justiça Eleitoral. A exigência foi cumprida pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A defesa do presidente, porém, afirmou que o registro foi realizado para atender à determinação judicial, sem que isso significasse assumir a administração do canal, que é conduzido pelo deputado federal André Janones.

Após novos desdobramentos, o canal voltou a enfrentar uma suspensão temporária, mas uma decisão de 14 de outubro determinou o restabelecimento integral da ferramenta, incluindo a possibilidade de realizar novas publicações e receber seguidores.

INVESTIGAÇÃO BUSCA ESCLARECER A ATUAÇÃO DIGITAL

Com a nova determinação, a Justiça Eleitoral busca obter informações técnicas para avaliar se as práticas observadas no canal e nas plataformas estão de acordo com as regras de integridade eleitoral.

O relatório deverá abordar também a aplicação efetiva do plano de conformidade da Meta e as providências eventualmente adotadas pela empresa diante dos fatos questionados.

A apuração ocorre em meio à disputa política em torno do uso das redes sociais e dos aplicativos de mensagens durante as eleições. A análise técnica das plataformas poderá ajudar a esclarecer se houve irregularidades, mas a existência de mobilização digital, por si só, não comprova manipulação artificial ou violação das normas eleitorais.

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