Início AGROPECUÁRIAMERCADO DO BOI GORDO INICIA A SEMANA COM PREÇOS FIRMES E ESCALAS CURTAS APERTANDO PEQUENOS E MÉDIOS FRIGORÍFICOS

MERCADO DO BOI GORDO INICIA A SEMANA COM PREÇOS FIRMES E ESCALAS CURTAS APERTANDO PEQUENOS E MÉDIOS FRIGORÍFICOS

por Redação Rádio Clube 91.5 FM
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Foto: Geraldo Bubniak/AEN

Fonte: Clube91.5FM

O mercado físico do boi gordo iniciou a semana demonstrando estabilidade na maior parte das praças pecuárias do país, sustentado por uma oferta restrita de animais terminados e escalas de abate encurtadas.

Levantamento setorial indica que, das 33 regiões produtoras acompanhadas no território nacional, 27 mantiveram as cotações inalteradas, enquanto praças estratégicas de Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Alagoas registraram reajustes positivos para a arroba.

Nos polos paulistas de Araçatuba e Barretos, que funcionam como balizadores das negociações no país, a arroba do boi gordo padrão permaneceu cotada a R$ 350 para liquidação a prazo, patamar similar ao praticado para os lotes destinados ao mercado de exportação (“boi China”), assim como para novilhas e vacas para abate.

A dinâmica das programações de abate evidencia uma divisão operacional no setor frigorífico. As plantas de menor e médio porte enfrentam severa retração nas escalas de produção, reflexo da dificuldade em originar novos lotes no valor de balcão atual. Em contrapartida, as grandes indústrias operam com maior previsibilidade, garantida pela entrega de lotes de boiadas confinadas próprias ou negociadas via contratos a termo e parcerias prévias.

No comércio varejista de carnes, mesmo diante de um ritmo de saída mais lento na ponta consumidora final, o preço das carcaças de machos e fêmeas registrou alta no atacado. A baixa oferta global de peças prontas para a desossa tem compensado a demanda fraca, sustentando as margens e impedindo desvalorizações no elo da distribuição.

Na frente externa, o ritmo diário de embarques de carne bovina in natura apontou desaceleração nos dados parciais consolidados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), totalizando pouco mais de 130 mil toneladas no acumulado do mês. Apesar da redução no volume físico exportado por dia em relação ao mesmo período do exercício anterior, a remuneração em moeda estrangeira avançou, alcançando média de US$ 6.286 por tonelada, o que representa um ganho real superior a 7% na cotação em reais ante setembro do ano passado.

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