Foto: Policia Federal/Divulgação
Fonte: Clube91.5FM
A Polícia Federal deflagrou, na quarta-feira (12), a Operação Canudo, que investiga um esquema de venda de diplomas, históricos escolares e outros documentos acadêmicos falsificados relacionados a cursos de Medicina.
Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão em Montes Claros e Bocaiuva, no Norte de Minas, além de Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, na Bahia. Duas prisões foram preventivas e uma, temporária.
A investigação começou em 2023, após a apreensão de um diploma falso de Medicina apresentado ao Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul. A partir do caso, a PF identificou indícios de uma estrutura organizada para produzir e comercializar documentos falsificados.
Segundo os investigadores, os documentos eram utilizados principalmente de duas maneiras: para tentar obter registro profissional junto aos Conselhos Regionais de Medicina ou para facilitar a transferência de estudantes para cursos de Medicina, inclusive em períodos próximos à conclusão da graduação.
A PF afirma que já identificou pelo menos 45 pessoas inscritas como médicas ou médicos em Conselhos Regionais de Medicina que teriam pago pelos documentos falsos. A participação e a responsabilidade de cada pessoa ainda serão investigadas.
A operação também apontou movimentações financeiras entre integrantes do grupo e possíveis compradores dos documentos. A Polícia Federal informou que continuará apurando a existência de outras pessoas envolvidas e possíveis ramificações do esquema em diferentes estados.
INVESTIGADO JÁ FOI ALVO DE OPERAÇÃO
De acordo com a PF, o principal investigado já havia sido alvo de uma investigação em 2016 por suspeita de participação em fraudes no Enem. Na época, a organização investigada recrutava professores e estudantes para realizar provas e transmitir respostas a candidatos que pagavam pelo serviço.
Os envolvidos na Operação Canudo poderão responder por crimes relacionados à falsificação e uso de documentos.

