Início MUNDOCOLAPSO DE GELEIRA NO NEPAL DEIXA MAIS DE 6 MIL DESAPARECIDOS E SUPERA 1,4 MIL MORTOS; IDENTIFICAÇÃO DE VÍTIMAS CAMINHA EM RITMO LENTO.

COLAPSO DE GELEIRA NO NEPAL DEIXA MAIS DE 6 MIL DESAPARECIDOS E SUPERA 1,4 MIL MORTOS; IDENTIFICAÇÃO DE VÍTIMAS CAMINHA EM RITMO LENTO.

por Redação Rádio Clube 91.5 FM
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Foto: Getty Images

Fonte: Clube91.5FM

Semanas após a passagem de uma torrente devastadora de lama, rochas e gelo provocada pelo rompimento de uma geleira na cordilheira do Himalaia, o Nepal enfrenta uma das mais complexas crises humanitárias e de resgate de sua história recente.

Em nova atualização divulgada pelas autoridades governamentais de gestão de desastres, o número oficial de pessoas desaparecidas foi revisto para 6.150 — um salto expressivo em comparação às estimativas anteriores, que contabilizavam cerca de 5,1 mil notificações.

Até o momento, as equipes de busca retiraram 1.403 corpos soterrados pelas avalanches e inundações.

No entanto, o processo pericial enfrenta severos gargalos: apenas 105 vítimas fatais (cerca de 7% do total recuperado) foram formalmente identificadas e liberadas para os sepultamentos familiares.

A agência nacional de perícia informou ter colhido 1.206 amostras de DNA dos despojos e 1.889 amostras biológicas de parentes que aguardam confirmações, mas a degradação dos corpos sob toneladas de sedimentos dificulta o trabalho laboratorial.

A catástrofe também assumiu contornos multinacionais. Entre os desaparecidos confirmados, ao menos 636 são estrangeiros — a maioria trabalhadores técnicos e operários que atuavam em usinas hidrelétricas da região montanhosa ou turistas em trilhas de altitude.

No território vizinho da China, que também sentiu os reflexos do desmoronamento e da cheia repentina dos rios transfronteiriços, a imprensa estatal contabiliza 43 óbitos e 519 pessoas sem paradeiro conhecido, elevando o balanço consolidado nos dois países para 1.446 mortos e 6.669 desaparecidos.

Equipes especializadas têm utilizado helicópteros, aeronaves não tripuladas equipadas com sensores térmicos e maquinário de alta precisão para escavar túneis hidrelétricos, onde trabalhadores ficaram isolados e alguns resgates com vida foram confirmados nos primeiros dias.

Contudo, as autoridades apontam que o relevo acidentado, as limitações climáticas para o tráfego aéreo e o colossal volume de sedimentos continuam impondo entraves severos à localização dos corpos e diminuindo quase por completo a expectativa de localização de novos sobreviventes.

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