Início POLÍTICAEX-PRESIDENTE DA CÂMARA DE SP, MILTON LEITE É ALVO DE PEDIDO DE PRISÃO TEMPORÁRIA EM AÇÃO CONTRA O PCC.

EX-PRESIDENTE DA CÂMARA DE SP, MILTON LEITE É ALVO DE PEDIDO DE PRISÃO TEMPORÁRIA EM AÇÃO CONTRA O PCC.

por Redação Rádio Clube 91.5 FM
22 visualizações

Foto: Richard Lourenço/Rede Câmara

Fonte: Clube91.5FM

O ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite (União Brasil), de 67 anos, é um dos alvos de mandado de prisão temporária expedido na deflagração da Operação Vectura Corrupta.

A ofensiva, desencadeada na manhã desta quinta-feira (17 de Setembro) pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) em conjunto com a Polícia Civil, tem como foco principal desmantelar a infiltração da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) em linhas e concessões do sistema de transporte coletivo por ônibus na capital paulista.

Por meio de pronunciamento oficial, a defesa e a assessoria de Milton Leite informaram que o ex-parlamentar está em viagem, rechaçaram a condição de foragido e afirmaram que ele se apresentará voluntariamente às autoridades judiciais no prazo improrrogável de até 24 horas. Em nota pública, o político reiterou que provará sua inocência diante de todas as imputações formuladas pelos órgãos de persecução penal.

Milton Leite exerceu sete mandatos parlamentares sucessivos, liderando o Legislativo paulistano por seis anos (2017 a 2018 e de 2021 a 2024), período no qual também chegou a assumir a chefia do Executivo municipal como prefeito em exercício em diversas ocasiões.

Após encerrar sua trajetória na Casa no final de 2024, após 28 anos ininterruptos, ele assumiu a presidência estadual da Federação União Progressista, mantendo forte ingerência nos bastidores partidários e na coordenação das pré-campanhas de seus filhos a cargos eletivos estaduais e federais.

O cerco judicial em torno de Leite decorre de desdobramentos da Operação Fim da Linha, instaurada em 2024 contra empresas concessionárias de ônibus acusadas de lavar dinheiro ilícito do crime organizado, entre elas a Transwolff.

Relatórios da Corregedoria da Polícia Militar já haviam identificado a atuação de policiais da reserva e da ativa prestando escolta privada e segurança clandestina a diretores da companhia, com mensagens telefônicas que faziam menção ao ex-vereador. O político vinha negando veementemente qualquer ingerência financeira, societária ou de segurança pessoal vinculada a tais prestadores.

Em nota, a gestão da Prefeitura de São Paulo ressaltou que adotou postura enérgica desde a revelação dos primeiros indícios de lavagem de dinheiro, decretando intervenção administrativa na Transwolff e na UPBus e rescindindo contratos para resguardar os usuários.

A administração municipal pontuou ainda que mantém cooperação contínua e irrestrita com a Controladoria-Geral do Município, a Polícia Civil e os promotores de Justiça para o pleno esclarecimento dos ilícitos.

Este artigo foi útil?
SIm0Não0

Notícias Relacionadas

Deixe seu comentário

-
00:00
00:00
Update Required Flash plugin
-
00:00
00:00

Adblock Detected

Please support us by disabling your AdBlocker extension from your browsers for our website.